Tarifa de ônibus: como fazer o cálculo do reajuste anual?

Reajustar a tarifa de ônibus requer cálculos e ponderações complexas e ao mesmo tempo óbvias. Nem todo cidadão tem consciência de como é calculado o reajuste da tarefa do ônibus ano após ano. Essa variação no preço tem a ver com alguns elementos. E é por isso que resolvemos abordar esse assunto no texto abaixo.

Calcular o reajuste anual da tarifa de ônibus requer cálculos matemáticos complexos, leia mais sobre o assunto nesse artigo.

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De acordo com o site Rio Ônibus, do Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro, cinco fatores são avaliados. Hoje em dia, os itens que influenciam são: a rodagem, os profissionais, o veículo, o combustível e despesas variáveis.

Segundo o Sindicato das Empresas de Ônibus do Rio, existe um cálculo matemático para definir as modificações. Tudo isso para que a tarifa do ônibus seja revista de tempos em tempos. Na equação, cada um destes fatores possui uma proporção.

Por exemplo, os valores com profissionais correspondem a 45%, a manutenção dos veículos 25% e o óleo diesel equivale a 21%. Esses três elementos são os que mais interferem no aumento das tarifas. A partir daí, a conta ainda leva em consideração: as despesas variáveis (6%) e a rodagem (3%).

Isso quer dizer que na tese da tarifa do ônibus valer um real: 45 centavos serão repassados a equipe. Outros 25 centavos aos cuidados com as máquinas, R$ 0,21 ao combustível, R$ 0,03 a distância percorrida e R$ 0,06 a outros custos. E assim por diante.

Vale salientar que alguns itens nem adentram no cálculo, como, por exemplo, a despesa para garagem e o ar-condicionado.

Qual o peso de cada item na definição da tarifa de ônibus?

Segundo o site Rio Ônibus, as despesas com os funcionários se tratam dos gastos com profissionais (administrativo, manutenção, operacional, entre outros).

A avaliação do óleo diesel nada mais é do que os gastos com lubrificantes e o combustível necessário para rodar. A manutenção veicular incorpora todas as contas com a aquisição, a vistoria de peças, acessórios e motores. Já a rodagem é o resultado das despesas de compra e conservação dos pneus.

Os custos variáveis têm a ver com outras despesas, como, por exemplo: seguro, impostos, sistema de bilhetagem, estações, taxas administrativas, etc.

Então, a mudança na tarifa dos ônibus é realizada a partir das despesas de cada companhia? Não, normalmente, as empresas de transporte necessitam utilizar indicadores de correções de duas entidades autônomas.

O Sindicato dos Ônibus do Rio aponta que as escolhidas são a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Tarifa de ônibus necessita ser revista anualmente?

Na verdade, sim. Isso acontece em função da existência da inflação a sociedade em geral e não somente as companhias de ônibus. A partir daí, se o combustível sofre reajuste, a despesa do empreendimento para continuar com o serviço também será ampliada.

Desta maneira, se a empresa de ônibus não se adapta ao aumento na tarifa do ônibus, executa duas falhas sérias. Inicialmente, ela tende a não cumprir com os contratos de prestação de serviço que assinou.

E, em segundo lugar, trabalha para acentuar a influência da crise. Afinal, os empreendimentos sofrem para arrecadar e, aos poucos, tem a capacidade de investimento reduzida drasticamente.

Sendo assim, a consequência pode ser encontrada nas ruas das principais cidades do Brasil. Gradativamente, os veículos vão se tornando ultrapassados, desconfortáveis, perigosos e exigindo cada vez mais dinheiro e trabalho para sua limpeza. A frota perde qualidade e o consumidor acaba prejudicado.

Levando em consideração, a avaliação das empresas autônomas e até uma consultoria independente, sempre que houver necessidade, é possível reajustar adequadamente. Isto é, a tarifa de ônibus é corrigida de maneira justa, visando permitir o equilíbrio financeiro e econômico.

Desta forma, é possível que a empresa possa dar conta dos cinco fatores citados iniciados e não comprometer a qualidade do serviço prestado. Afinal, os investimentos em consertos, revisões, renovações e atualizações da frota podem ser feitos dentro do prazo considerado apropriado.

E isso é essencial para conservar o emprego dos trabalhadores envolvido nas operações do dia a dia e planejamento de logística. Isso acontece porque não se deve limitar o serviço a uma simples viagem. Mas também ao cumprimento do horário e no oferecimento de condições satisfatórias a população.

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