Como trabalhar a psicologia no trânsito para prevenir acidentes nas estradas

Há um elemento muitas vezes ignorado quando se discute acidentes de transite em estradas: o psicológico dos condutores. Normalmente, acidentes são tratados de maneira técnica, com laudos formulados por especialistas.
Contudo, a psicologia do trânsito não está relatada no trabalho final da perícia e na discussão do tema.

Rotograma Falado

Muitos acidentes poderiam ser evitados se a psicologia no trânsito fosse trabalhada com mais cuidado.

Contextos para entender e valorizar a psicologia no trânsito

Ansiedade, estresse, depressão e outros problemas ou transtornos psicológicos afetam milhões de pessoas. Boa parte dessas pessoas estão todos os dias no trânsito em pequenas e grandes cidades.
Além disso, milhares de pessoas que enfrentam problemas psicológicos conduzem carros, ônibus, vans, caminhões, dentre outros veículos, nas estradas. Ignorar esse fato é negar uma realidade importante e, às vezes, preocupante.
É comum que problemas físicos, como de visão ou de imobilidade parcial do corpo afaste as pessoas do volante.

Isso ocorre de duas formas. Uma delas é porque é incapaz e não se sente segura ao dirigir.
Em outras palavras, um problema físico afasta, de maneira voluntária, a pessoa do volante. Mas há também as determinações e imposições dos órgãos federais e estaduais de trânsito que impendem essas pessoas de dirigir.
De todo modo, essa pequena explanação serve para apresentar um dado objetivo. Os problemas físicos são tratados com mais preocupação do que a psicologia do trânsito.

Uma visão mais perspicaz sobre o tema irá lembrar que condutores fazem o exame psicológico na autoescola. Quando necessário ou determinado pelo governo, aliás, esse mesmo exame é refeito.
Porém, vale acrescentar, nesse contexto, uma pergunta: esse tipo de teste é válido para aferir o estado psicológico das motoristas? Em partes sim. Contudo, se comparado com o cotidiano, existe um longo caminho a ser percorrido e
compreendido sobre psicologia do trânsito.

A psicologia do trânsito não elimina os fatores físico e técnicos presentes em acidentes de trânsito, por exemplo. O trabalho da psicologia do trânsito é apontar as dimensões psicológicas dos condutores.
Aliás, não só dos condutores em si, mais das demais pessoas que estão todos os dias no trânsito. Nessa abrangência, estão incluídos também passageiros, pedestre e todo uma psicologia de trânsito de nível social.

Acidente de trânsito: o lugar da psicologia no trânsito nas estradas

A chave para entender a psicologia do trânsito está em compreendê-la como um ramo da Psicologia. Esse tronco faz leituras dos comportamentos das pessoas no trânsito, seja no aspecto individual e de sociabilidade. Em outros termos, a psicologia do trânsito trata do comportamento individual e social (coletivo) das pessoas no trânsito. Nisso, consiste que a psicologia do trânsito necessita de alguns direcionamentos para realizar o seu trabalho.

Para explicar melhor esses direcionamentos, é interessante encaixá-los no tema de acidentes de trânsito. Assim, a psicologia do trânsito avalia o tempo de reação dos condutores num momento de perigo.
Nesse tipo de situação é visto também o tempo de reação das pessoas após um acidente. Por exemplo: quais são as condições psicológicas que uma pessoa que sofreu ou viu um acidente tempo de lidar com a situação? Qual o
seu tempo de reação na tomada de decisões, e quais decisões ela irá tomar?

Assim, a psicologia do trânsito não faz somente uma leitura de comportamentos, mas de percepções de realidades vividas no trânsito. Ao fazer isso, a psicologia do trânsito verifica a reação, ou a falta dela, que as pessoas têm diante dessas realidades.

A psicologia do trânsito lida também com orientação especial. Na prática, isso consiste na capacidade de condutores, passageiros e pedestres têm de tempo e espaço no trânsito. Pode ser entendida como a leitura cognitiva de
reconhecimento de distância, tempo/velocidade e de locais.

Mais sobre psicologia no trânsito

Há outra frente discutida pela psicologia do trânsito e que está diretamente ligada com os dois pontos frisados acima. Trata-se do processamento de informação e tomada de decisões. Em acidentes, isso está relacionado com a
percepção e interpretação da realidade, algo que em parte foi trazido no primeiro tópico. A verificação de equilíbrio emocional e de personalidade é outro direcionamento da psicologia do trânsito. Além desse, a avaliação de valores e condutas no trânsito também está no radar de estudos da psicologia do trânsito.

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