61% das empresas de ônibus tiveram queda na receita bruta em 2016

Blog post sobre empresas de ônibus - BUSVISION

A CNT – Confederação Nacional do Transporte divulgou nesta segunda-feira, 28 de novembro de 2016, a Sondagem Expectativas Econômicas do Transportador 2016

A Sondagem Expectativas Econômicas do Transportador, levantamento realizado pela CNT, apresenta a visão do empresário do transporte com relação a importantes aspectos da economia

Auxilia, assim, no planejamento e na execução de um trabalho mais direcionado, em busca do fortalecimento do setor.

São avaliadas questões como perspectivas em relação à economia do país, as principais dificuldades enfrentadas e reivindicações de medidas para solucionar os problemas.

Com isso, a Sondagem oferece instrumentos para o planejamento estratégico de empresas e de órgãos públicos, além de permitir que a sociedade, em geral, conheça melhor a percepção dos empresários do setor de transporte sobre o desempenho econômico brasileiro.

De acordo com o levantamento, 60,1% das empresas de transportes em geral estimam queda na receita bruta em 2016 em comparação com o ano passado. Já 58,8% dizem que precisaram reduzir o número total de viagens e 74,6% alegam que houve aumento nos custos operacionais.

Foram entrevistados 795 transportadores de todo o país que atuam nos modais rodoviário e ferroviário de cargas, metroferroviário, urbano de passageiros por ônibus, aquaviário e aéreo.

Para 2017, 47,7% dos transportadores esperam obter uma receita bruta maior e 48,8% confiam que haverá melhor desempenho da atividade econômica. No entanto, retomada do crescimento só está esperada a partir de 2018, com 49,3% das respostas.

A situação dos transportes urbanos por ônibus é pior do que a média das respostas do setor.

De acordo com o levantamento, 83,5% das empresas dizem que tiveram queda no volume de passageiros e 61,5% na receita bruta.

Entretanto, 83% dizem que não recebem nenhum subsídio para operar.

Conforme a Sondagem, a maioria dos entrevistados (83,5%) apoia a participação de investidores internacionais nas novas concessões da área de transporte.

“A crise econômica tem causado impacto negativo no setor de transporte. Acreditamos em um novo momento, com esse novo governo, que está fazendo o ajuste fiscal necessário e fortes investimentos em infraestrutura de transporte”, afirmou, em nota, o presidente da CNT, Clésio Andrade.

Confira os principais dados dos diferentes modais:

 
URBANO DE PASSAGEIROS POR ÔNIBUS

  • 83,5% das empresas tiveram queda no volume de passageiros transportados
  • 61,5% tiveram queda de receita bruta em 2016
  • 83,0% não recebem nenhum tipo de subsídio para operar
  • 56,5% dizem não ter faixas exclusivas disponíveis nas cidades onde operam
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    METROFERROVIÁRIO

  • 50,0% revelam queda no volume diário de passageiros transportados nos últimos 12 meses
  • Para as que registraram queda, o percentual foi de até 7,0%
  • 62,5% aumentaram a quantidades de carros de passageiros ou carros motores em operação
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    RODOVIÁRIO

  • 77,5% revelam que tiveram aumento do custo operacional em razão da retomada da cobrança da Cide-combustíveis
  • Apenas 7,6% da arrecadação da Cide-combustíveis foi convertida em investimentos federais desde 2015
  • 45,7% dos empresários do segmento rodoviário de passageiros afirmam que o número de assaltos cresceu
  • 48,5% das empresas de transporte rodoviário de cargas registram aumento da quantidade de roubos
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    FERROVIÁRIO DE CARGAS

  • 80% dos entrevistados afirmam que os aportes privados em infraestrutura ferroviária aumentarão em 2017
  • 100,0% das concessionárias afirmam que a prorrogação dos contratos é a melhor forma de viabilizar investimentos em ferrovias no curto e médio prazos
  • 80,0% têm interesse em prorrogar seus contratos
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    AQUAVIÁRIO

  • 36,7% das empresas de navegação avaliam que o porto sem papel não foi capaz de reduzir significativamente a burocracia
  • Para empresas de navegação interior, o derrocamento do Pedral do Lourenço aumentará a participação da navegação na movimentação da produção nacional (75,0%)
  • Empresas de navegação marítima esperam por manutenção do nível dos investimentos privados nos portos (73,2%) e, também, da condição da infraestrutura (73,1%)
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    AÉREO

  • 75,0% das empresas aéreas apoiam a ampliação da participação de capital estrangeiro no setor
  • 100,0% perceberam queda no número de clientes transportados no último ano
  • 75,0% declaram que a definição da alíquota máxima de 12,0% para o ICMS incidente sobre o QAV é importante para o setor
  • 75,0% têm interesse em aumentar o número de rotas regionais
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